Anita Malfatti foi à Alemanha em 1912, e lá teve contato com o Expressionismo alemão, o qual influenciou as suas obras. Em 1917, depois das suas duas exposições na mostra de arte moderna, a autora gera diversos rebuliços na arte, e deu início ao movimento modernista em 1922.
Um pouco de sua história:
Anita Malfatti nasceu em São Paulo no dia 2 de dezembro 1889. Não nasceu em uma família rica, mas também nunca passou necessidades. Seu pai era um engenheiro italiano chamado Samuel Malfatti, e sua mãe era americana, se chamava Elisabete, era pintora, desenhista, falava vários idiomas e tinha uma sólida cultura, cuidando pessoalmente da educação da filha.
Anita passou no exame da de seleção da Mackenzie College sem maiores dificuldades. Lá ela estudou e se formou professora com apenas 19 anos de idade.
Um pouco antes de se formar, seu pai chega a falecer. Seu pai era a quem ela tinha um forte apego e quem sustentava a família. A partir de então, a mãe passou a dar aulas de idiomas e de pintura, enquanto que, para complementar o orçamento doméstico, Anita começou também a trabalhar como professora.
O talento da jovem Anita despertou interesses na família, principalmente ao tio e ao padrinho. Com muito sacrifício, e todos juntos, conseguiram reunir uma quantia de fundos para ela fazer uma viagem de estudos na Alemanha.
Em setembro de 1910, Anita chegou a Berlim, e passa a ter aulas particulares com Fritz Burger em seu ateliê. Já no início do ano seguinte, matriculou-se na Academia Real de Belas-Artes. Depois que visitou uma exposição em Sounderbund, tomou contato com a arte dos rebeldes, desligados do academicismo ensinado nas escolas. Fascinada com tudo aquilo, aproximou-se do grupo e passou a ter aulas, primeiro com Lovis Corinth e depois com Bischoff-Culm, aprendendo pintura livre e a técnica da gravura em metal.
Em 1914, Anita retorna ao Brasil, para logo em seguida viajar para os Estados Unidos, terra natal de sua mãe, onde se matriculou na Art Students League, sob a orientação de Homer Boss. Lá ela teve a liberdade de pintar o que desejasse, com toda a força própria de criação, sem quaisquer limitações estéticas.
Esse foi o período que mais marcou sua vida, no qual Anita pintou O homem amarelo, Mulher de Cabelos Verdes, O Japonês, e vários outros quadros. E então ela retorna ao Brasil.
Em 1916, Anita estava com 27 anos, já era adulta e madura, e sentia-se suficientemente segura para expor sua nova concepção de arte, voltada para o Expressionismo. Em 12 de dezembro de 1917, realizou uma única apresentação de seus trabalhos. Em 1922, junto com seu amigo Mario de Andrade, participou da Semana de Arte Moderna. Ela fazia parte do Grupo dos Cinco, integrado por ela, Mario de Andrade, Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade e Menotti del Picchia.
Entre os anos de 1923 e 1928 foi morar em Paris. Retornou à São Paulo em 1928 e passou a lecionar desenho na Universidade Mackenzie até o ano de 1933. Em 1942, tornou-se presidente do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo. Entre 1933 e 1953, passou a lecionar desenho nas dependências de sua casa.
Principais obras:
A Boba.
A Estudante Russa.
O Homem das Sete Cores.
O Homem Amarelo.






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